O medo tem olhos grandes!
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O medo tem olhos grandes!

 

Enquanto seres humano, possuímos forças motivadoras incontestáveis, como a busca pela segurança, a culpa e o medo, dentre outras. Acionar uma delas, automaticamente produz um efeito nem sempre controlável.


Podemos considerar que o medo, com todas as suas nuances, é um dos grandes motivadores do silêncio, principalmente no contexto da violência contra a mulher. Isso pode acontecer na empresa com um chefe ou um colega de trabalho, em casa com um companheiro, na família, na rua, no ônibus, na igreja ou em comunidades religiosas, enfim, pode acontecer diante de qualquer situação ou lugar.

 

O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que o Brasil registrou no ano passado 164 estupros por dia! 


Um estudo divulgado pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas para Crime e Drogas) mostra que a taxa de homicídios femininos global foi de 2,3 mortes para cada 100 mil mulheres em 2017. 


No Brasil, segundo os dados divulgados hoje relativos a 2018, a taxa é de 4 mulheres mortas para cada grupo de 100 mil mulheres, ou seja, 74% superior à média mundial. 
Assustador não?! Mas, é preciso lembrar que menos de 10% dos casos de violência contra a mulher são denunciados. E aí estamos falando de milhares de mulheres que sofrem de violência e têm medo de buscar ajuda.


Muitas pessoas se questionam: “Mas não entendo...porque essas mulheres não denunciaram antes?” Ouvi isso também de diversos RHs, em relação a funcionárias que sofreram assédio, mas demoraram para denunciar. Algumas só tiveram coragem de falar sobre o ocorrido na entrevista de desligamento, o que pareceu uma invenção motivada pela raiva da demissão.  
Infelizmente, em diversos momentos é o medo quem toma essa decisão de não falar nada. O medo paralisa. E depois dele aparece sua irmã, a vergonha, que também paralisa. 


A vergonha do que aconteceu, de “ter permitido”, de não ter reagido, de achar que ninguém vai acreditar, de achar que a culpa é sua, de ter confiado na pessoa que lhe fez mal. A vergonha é tamanha que o medo cresce ainda mais, e vem o medo das consequências, da exposição, do julgamento, da crítica... e assim, muitas seguem paralisadas, sem denunciar.


Diz um antigo provérbio que o medo tem olhos grandes. Distorce a visão e o pensamento. O medo paralisa, e permite que o abuso aconteça e, depois, impede a denúncia. Pode paralisar ao longo de uma vida inteira! E assim, muita mulher carrega consigo segredos inimagináveis. O silêncio forçado, imposto pelo medo, corrói a alma da mulher que se sente cada vez pior.

  
Um dado curioso é que esse medo não categoriza o agressor. Pode ser alguém famoso, o chefe, um colega de trabalho, um tio, um vizinho ou mesmo alguém desconhecido. A vítima não tem mais ou menos medo de acordo com o cargo ou quem é esse agressor. 


Neste cenário tão paralisante para a mulheres, as empresas não só podem como devem, ter um papel fundamental no processo de sensibilização e orientação para a denúncia, acolhimento e apoio à funcionária.


Em 2017, o Magazine Luiza, por conta da perda trágica de uma de suas gerentes por feminicídio, iniciou toda uma campanha de incentivo à denúncia de situações de violência contra a mulher e lançou seu Canal da Mulher, que passou a oferecer apoio e acompanhamento integral desses casos. 


Aqui na Mental Clean fazemos parte deste projeto desde o seu início. Nossa equipe de especialistas realiza, junto ao Canal da Mulher, o gerenciamento dos casos, oferecendo acolhimento, apoio psicológico e encaminhamento das mulheres em situação de violência às redes especializadas. O Canal tem possibilitado a mudança na vida de muitas mulheres, não só por conseguirem, com o apoio, sair do ciclo da violência e ter uma vida com mais qualidade, mas também por se tornarem profissionais mais inteiras.


Um Canal de Denúncia especializado e Programas de Apoio às mulheres em situação de violência doméstica em empresas são fundamentais. Funcionam como uma espécie de força do coletivo e agem como um inibidor do medo. Também têm um papel de orientação e sensibilização, onde esta mulher leva isso para dentro de sua casa e vai ficar mais atenta às situações vividas por ela, suas filhas e outras mulheres com as quais convive! 


Quer saber mais a respeito de como implantar um Canal de Denúncia ou um programa de prevenção e apoio à mulher em situação de violência na sua empresa? Entre em contato conosco! Iremos dividir com você nossa experiência e apresentar nossos cases de sucesso!

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