A pandemia da violência doméstica


A violência doméstica ou de gênero, na qual a mulher sofre agressão pelo simples fato de ser mulher, ocorre tanto no Brasil como em todos os cantos do mundo. Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde – OMS, uma em cada três mulheres já sofreu violência física e/ou sexual por parte de seus parceiros.


A pandemia impactou no aumento da violência doméstica. Segundo dados do Anuário de Segurança Pública, somente no primeiro semestre de 2020 foram registrados 648 casos de feminicídios no Brasil, uma alta de 2% em relação a 2019.


A publicação aponta ainda que, no mesmo período, as chamadas para o 190 aumentaram em 3,8%, o que representam 147 mil ligações de mulheres em situação de violência solicitando ajuda.


O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países mais violentos para a mulher e a crise sanitária imposta pela Covid-19 escancarou ainda mais essa triste realidade.


Com as medidas de distanciamento social para conter o avanço do coronavírus, muitas mulheres passaram a exercer suas atividades profissionais de casa, ficando confinadas no mesmo ambiente que seus parceiros agressores. E de repente constatou-se que o lar não é o lugar mais seguro para algumas dessas mulheres, pois não há para onde correr.


De acordo com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), é caracterizada violência doméstica e familiar: “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.


A agressão física é a mais evidente, mas, o que talvez muitos ainda não saibam, é que também configuram violência situações de abuso emocional como desvalorização, xingamento e piadas machistas, e assim são passíveis de serem criminalizadas.


Segundo Fátima Macedo, Psicóloga, Especialista em Saúde Emocional e CEO da Mental Clean, geralmente, a mulher tem dificuldade em identificar uma situação de risco e em pedir ajuda. Os motivos são os mais diversos e o principal é o medo.


“As mulheres vítimas de violência sofrem caladas pois têm medo de não conseguir sustentar os filhos sozinhas, há uma dependência financeira e emocional em relação ao seu companheiro agressor”, explica Fátima.


Não são só brigas de casais que denunciam uma agressão, muitas vezes, nem mesmo os vizinhos conseguem perceber um caso de violência.


“Em diversas ocorrências de feminicídios assistimos a depoimentos de moradores próximos surpresos relatando que o autor do crime parecia ser um homem bom, que o casal era tranquilo ou que não escutaram nada”, alerta a especialista da Mental Clean.


Como buscar ajuda?

Em tempos de distanciamento social, o mais recomendado é acionar aos seguintes canais online de denúncia, disponibilizados pelo Governo Federal:

  • Disque 100

  • Ligue 180

  • Mensagem pelo WhatsApp : (61) 99656-5008

  • Telegram, no canal "Direitoshumanosbrasilbot"

  • Aplicativo "Direitos Humanos Brasil"

As empresas estão engajadas neste propósito!

Frente a esse cenário, as empresas estão se conscientizando sobre a necessidade de estabelecer o enfrentamento à violência contra a mulher como uma das pautas prioritárias em seus propósitos inegociáveis.


“Neste contexto tão paralisante, as organizações não só podem como devem ter um papel fundamental no processo de sensibilização e orientação para a denúncia, acolhimento e apoio à funcionária em situação de violência”, diz Fátima Macedo.


Gisele Borsotte Cruz, Psicóloga e especialista da Mental Clean, enfatiza que as empresas devem atuar na prevenção e com estratégias proativas. “As ações preventivas sensibilizam os colaboradores para a causa e iniciam uma cultura de proteção e paz no ambiente empresarial. As ações efetivas são pontuais, com uma equipe de apoio psicossocial atuando junto à colaboradora que sofreu a violência doméstica”, explica a Psicóloga.


Em 2019, o Instituto Avon, a ONU Mulheres e a Fundação Dom Cabral lançaram a “Coalizão Empresarial pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas”, uma iniciativa privada e colaborativa de mobilização de diversas empresas de todo o Brasil com o objetivo de engajar líderes do setor privado promovendo o compromisso voluntário para o enfrentamento da violência contra mulheres e meninas.


“Apoiados por nossos parceiros fundadores – a ONU Mulheres e a Fundação Dom Cabral, convocamos o setor privado a se comprometer com a erradicação da violência contra mulheres no ambiente de trabalho, bem como com o acolhimento das vítimas pela empresa, por meio de orientação e encaminhamento”, afirma Daniela Grelin, Diretora Executiva do Instituto Avon, no site da instituição.


Para auxiliar as companhias a implantar ações de enfrentamento à violência contra a mulher, a Mental Clean criou um Programa específico para prestar acompanhamento especializado e completo às mulheres em situação de violência. O objetivo é contribuir para que elas saiam do movimento de agressão e auxiliá-las na resolução de problemas com integridade e Saúde Mental.


Objetivos da implantação do Programa:


• Prestar acompanhamento especializado às mulheres em situação de violência;

• Oferecer acolhimento e apoio individualizado;

• Disponibilizar informações sobre o processo da violência e viabilizar o acesso aos recursos existentes na localidade para uma busca resolutiva;

• Facilitar o acesso a serviços de suporte e tratamentos específicos;

• Contribuir para que a mulher em situação de violência saia do ciclo de agressão e auxiliá-la na resolução de problemas;

• Favorecer a integração e a interlocução entre os envolvidos no caso.


Para conhecer mais sobre o Programa, acesse este link.

Se a sua empresa também se sensibiliza com esta importante causa e quer se engajar neste grande movimento pela vida, para que mais mulheres consigam se desvencilhar do ciclo de violência e tornem-se protagonistas de suas histórias, conte conosco!


Nós podemos ajudar!






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