Como anda a Saúde Mental dos trabalhadores?


Sentir um grande bem-estar, ao ponto de conseguir colocar suas habilidades em prática, produzir e contribuir, mesmo lidando com o estresse do dia a dia. É assim que a OMS (Organização Mundial da Saúde) define a Saúde Mental no trabalho.


Mas será que neste mês de maio, dedicado ao Dia do Trabalho ou do Trabalhador, isso tem acontecido com frequência?


De acordo com a OMS, manter a Saúde Mental dos trabalhadores vai além de não estar doente e passa por melhores condições oferecidas inclusive dentro dos ambientes de trabalho para que se evite resultados como este: onde uma a cada cinco pessoas sofrem de algum tipo de problema na Saúde Mental, no trabalho, segundo os dados do Ministério da Saúde.


E por que será que isso vem acontecendo, ao ponto de refletir no aumento do absenteísmo, da desmotivação e das perdas nas taxas de produtividade nas empresas?


De um lado há o colaborador, que pode estar negligenciando o seu autocuidado, deixando para depois situações do dia a dia que muitas vezes lhe fazem mal, e do outro, algumas empresas que podem estar contribuindo para o adoecimento emocional dos seus funcionários.


Por isso, é preciso que os ambientes corporativos evitem situações competitivas exacerbadas, ofereçam uma melhor organização nos processos, evitem expor os funcionários a chefias autoritárias, aprimorem a comunicação, estabeleçam um ritmo de trabalho possível e não desenfreado, combatam o assédio moral (como humilhações e constrangimentos frequentes) e saibam dosar as exigências ligadas à produtividade, respeitando os limites de cada um.


Em contrapartida, o trabalhador também precisa estar atento aos cuidados com a sua Saúde Mental, observando os gatilhos emocionais que podem levá-lo ao adoecimento emocional, como por exemplo:


- Verificar alguns sinais como a perda ou o excesso de sono ou do apetite;

- Dores musculares, tensão nos ombros ou na lombar (costas);


- Se as oscilações no humor estão acontecendo com frequência;


- Se anda se esquecendo das coisas, já que as disfunções emocionais podem atrapalhar o funcionamento do cérebro, causando a falta de foco e de concentração;


- E se vem sentido taquicardia ou dores no peito, que podem ser causadas pelo aumento de ansiedade, entre outros fatores.


Enfim, é preciso estar atendo a todos esses sinais de alerta que o nosso corpo produz, na tentativa de nos dizer que algo não está bem e que é necessário vigiarmos mais de perto e priorizarmos o nosso autocuidado. Mas de que maneira isso pode ser feito?


O(a) profissional pode começar com pequenas atitudes de gentileza por si mesmo. Tais como:


- Acordar devagar, permitindo-se espreguiçar e perceber lentamente o seu corpo despertar. Isso contribui para uma maior conexão com o novo dia;


- Tomar o café da manhã concentrado no seu momento, sem a distração de celulares ou qualquer outro aparelho. Em seguida arrumar-se, fazer o que precisa ser feito para só depois pegar no celular;


- De forma geral, respeite os horários de cada refeição. Procure ficar atento(a) ao que come para inclusive perceber se está se alimentando por necessidade ou impulsividade;


- Durante o trabalho, procure manter o foco em cada uma das suas atividades, sem abrir mão de pedir ajuda, nem deixar de promover pequenas pausas para interagir entre os colegas;


- E ao finalizar mais um dia de expediente, procure fazer algo prazeroso como ouvir música, tomar um banho mais relaxante, ligar para alguém ou preparar algo para si mesmo.


Embora essas iniciativas pareçam simples, na prática é preciso ter disciplina e foco para não se deixar de lado. Portanto, não se perca de vista. Priorize-se!


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