Como está a nossa Saúde Mental?



No início de 2020 não imaginávamos o cenário que começava a se desenhar com a ameaça do coronavírus se espalhando rapidamente pelo mundo.

Em poucas semanas, sem tempo para refletir, muito menos para planejar estratégias de mudanças e adaptações a um novo contexto, acordamos de um dia para o outro confinados em casa.


De repente, o ambiente doméstico passou a ser o escritório remoto e a sala de aula das crianças, funcionando simultaneamente com as rotinas da casa, conciliando com as tarefas de todos os membros do núcleo familiar.


Novos protocolos de trabalho e normas de relacionamentos se configuraram, entre elas o distanciamento social, como uma das medidas essenciais para a contenção do vírus.


A incerteza quanto ao futuro e a iminência da perda de pessoas queridas trouxeram sentimentos diversos como medo, angústia, tristeza, raiva... Um campo fértil para o aumento da ansiedade e depressão.


E o que achávamos que poderia durar apenas algumas semanas ou poucos meses, acaba de completar um ano, com um saldo de mais de 300 mil mortes e um rastro de sofrimento emocional incalculável.


Não foi por acaso que em 2020 a busca no Google por temas ligados a transtornos mentais aumentou 98% em relação à média constatada nos dez anos anteriores. A pergunta “como lidar com a ansiedade” bateu o recorde de buscas, alcançando um crescimento de 33% em relação a 2019.


Recentemente, a Organização Mundial de Saúde fez um alerta à comunidade médica sobre o risco de uma epidemia paralela frente ao impacto na população do sofrimento psicológico, dos sintomas psíquicos e dos transtornos mentais decorrentes da pandemia.


Os impactos psicológicos da pandemia têm sido tão marcantes que o recém-criado termo “coronofobia” já é discutido no meio científico, e ele diz respeito ao medo, à ansiedade e à preocupação de se contrair a doença.


Em um cenário tão desgastante, como podemos alcançar equilíbrio emocional?


Você já deve ter ouvido o ditado popular “Tudo na vida tem um lado bom e ruim”, certo? Por mais grave que o cenário seja, na pandemia também podemos fazer esse questionamento. De alguma maneira é possível enxergar os pontos positivos dessa situação.


Nossa mente foi programada para pensarmos o pior, muitas vezes dizemos a nós mesmos: “Preciso me preparar para o pior”.


É importante sim termos a noção da gravidade da situação, mas podemos vivenciar o momento com os seus significados e aprendizados que podem nos fortalecer em diversos aspectos:


Perante a sociedade

Olhe para os lados, enxergue a sociedade como um todo, não olhe apenas para si mesmo. É um momento de se readaptar, de redescobrir novas oportunidades e de fazer coisas novas. Exercite a empatia, a solidariedade e a cidadania. Essas características, além de nos permitir sermos agentes de transformação, faz com que nos sintamos valorizados e pertencentes a esse processo.


No âmbito individual

O sofrimento fortalece e nos leva a aprofundarmos em questões que, em situações “normais” de alegria, não nos damos conta. Certamente sairemos bem mais fortes em termos de solidariedade, fé, empatia e em capacidade de olhar o outro como igual.


Nos relacionamentos

Nunca sentimos tanta saudade e valorizamos tanto a presença do outro, oportunidade de sermos mais presentes! Ainda que os encontros sejam virtuais e a distância, os laços de amizade estão se tornando mais fortes.


Por tudo isso, preparamos algumas dicas que podem te ajudar a manter em dia a sua Saúde Mental:


Otimize a gestão do tempo: Sabemos que a má utilização do tempo é um grande vilão da nossa saúde mental. Organizar o seu dia, com prazos e metas, ajuda a cumprir com serenidade as demandas pessoais e profissionais.


Pratique atividade física: Faça algum tipo de exercício, mesmo dentro de casa, a ideia é movimentar o corpo. Um corpo saudável, em movimento, libera hormônios que garantem a sua disposição, estimula a motivação e a produtividade, além dos hormônios da felicidade, prazer e bem-estar.


Esteja próximo das pessoas que você ama: Essa proximidade não precisa ser presencial, podemos nos conectar através de uma ligação de vídeo, mensagem no celular, entre tantos outros dispositivos virtuais.


Tempo de qualidade: Tente ao máximo ter momentos de qualidade com quem convive. É um período em que dedicamos exclusivamente nossa atenção a alguém, com o objetivo de estreitar a relação com essa pessoa.


Tenha momentos de prazer e lazer: Podemos usar nossa imaginação e praticar algo que muitas vezes estava sendo adiado, como ler um livro, praticar um novo hobby, preparar uma receita diferente ou fazer um curso online.


Tenha um sono revigorante: Tente não trocar o dia pela noite. Mantenha o seu ritmo de dormir à noite e, durante o dia, faça o que precisa ser feito.


Cuide da alimentação: Fique de olho para não descontar na comida a ansiedade do momento. Cuidar da sua alimentação torna-se muito importante para não ficar em uma briga constante com a balança.


Faça psicoterapia: O processo terapêutico nos ajuda a lidar com as emoções, atua em favor do nosso autoconhecimento e nos auxilia a obter uma postura mais confiante perante a vida. É o maior investimento que podemos fazer por nós mesmos.


Da mesma forma que cuidamos preventivamente da nossa saúde física, também precisamos cuidar da nossa Saúde Mental.


Assim, estaremos preparados para atravessar os momentos de turbulência com mais confiança, resiliência, qualidade de vida e bem-estar!




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