No dia do Trabalhador você pensou em como está a Saúde Emocional dos seus colaboradores?



O adoecimento mental do trabalhador já era um fator preocupante mesmo antes da pandemia da Covid 19. Dados de 2017 do INSS já apontavam os transtornos mentais como a terceira principal causa de afastamentos de trabalho, responsáveis por cerca de 9% do total dos auxílios doença.


Estudos mais recentes, como o da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), dão a dimensão do impacto que a crise sanitária vem causando na saúde mental dos profissionais.


A pesquisa indica que quase metade dos brasileiros no mercado de trabalho sofre, em algum nível, de depressão, e nove em cada dez trabalhadores apresentam sintomas de ansiedade, do grau mais leve ao incapacitante. (Fonte: Servimet)


Em um cenário de tantas incertezas e medo, em que todos estão vivenciando perdas e lutos, não há como sair ileso. As pessoas realmente estão sofrendo emocionalmente, um campo fértil para desenvolver algum tipo de transtorno mental.


De acordo com Fátima Macedo, CEO da Mental Clean, consultoria especializada em Saúde Mental do Trabalhador, uma das oportunidades que a pandemia nos trouxe é a possibilidade de olhar de frente para os problemas relacionados ao adoecimento mental e também às questões de prevenção, inclusive nos ambientes de trabalho. “A pandemia antecipou em pelo menos cinco anos este olhar, algo que esperávamos que acontecesse somente lá na frente”, afirma.


Um tema delicado, cercado de tabus e estigmas, faz com que a pessoa que esteja em situação de sofrimento emocional não queira falar sobre isso. “As pessoas têm pavor de serem mal avaliadas, de serem diagnosticadas com alguma questão relacionada a adoecimento mental, como se isso contasse sobre elas, como se fossem fracassadas”, explica Fátima Macedo.


Não à toa, 70% das pessoas que sofrem de algum tipo de transtorno mental não buscam, ajuda adequada, ou demoram, por questões como medo, preconceito, discriminação ou falta de apoio, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.


Fátima Macedo ressalta que é preciso que as lideranças nas empresas incorporem no seu papel a meta de contribuir para a redução no tempo para a identificação de sofrimento emocional.


“Para se ter uma ideia, um quadro depressivo pode demorar até 8 anos para apresentar níveis críticos. Já, quadros de depressão, como distimia ou depressão mascarada, também conhecida como atípica ou sorridente, podem passar a vida toda sem serem diagnosticados”, exemplifica.


“E quanto maior o tempo para se chegar ao diagnóstico, maior é o prejuízo na vida da pessoa e em sua carreira”, alerta a CEO da Mental Clean.


Então, listamos algumas atitudes simples que as lideranças podem adotar para favorecer a construção da Segurança Psicológica em sua equipe:


  • Converse com as pessoas do seu time sobre a importância do cuidado com a Saúde Emocional e lembre-se que o adoecimento emocional pode atingir qualquer pessoa.

  • Não faça críticas ou julgamentos sobre quem realiza psicoterapia. Lembre-se que ainda existem muitos preconceitos e receios para buscar ajuda.

  • Promova rodas de conversa com a sua equipe para que as pessoas possam falar como estão e o que têm feito para lidar com os desafios de suas vidas.

  • Estimule a troca e o compartilhamento de situações do cotidiano.

Ambientes mais saudáveis


As recentes transformações pelas quais vêm passando as culturas organizacionais, principalmente nesse contexto da crise sanitária, sugerem um novo estilo de trabalho, em que há espaço para a vulnerabilidade e o acolhimento das emoções.


“As pessoas precisam de ambientes de trabalho mais saudáveis em todos os sentidos, tanto no que diz respeito à segurança física, como psicológica, e também de espaços seguros de fala para discutirem essas questões. Nós somos seres integrais e quanto mais considerarmos essa integralidade, mais espaço teremos para cuidar das nossas necessidades, seja na vida pessoal ou no trabalho”, conclui Fátima Macedo.


Que neste Dia do Trabalhador, a despeito de todas as conquistas que os profissionais vêm alcançando desde a greve geral de 1º de maio de 1886 – quando homens e mulheres foram às ruas de Chicago (EUA) protestar por melhores condições de trabalho – mais empresas possam estar engajadas na Promoção da Saúde Emocional e Qualidade de Vida de seus colaboradores.

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