Por espaços mais acolhedores para as mulheres!


As discussões sobre as pautas femininas cada vez mais ganham espaço na sociedade e as empresas vêm ampliando os diálogos sobre equidade de gênero. As mulheres se expandiram no mercado de trabalho e hoje elas estão presentes, praticamente, em todas as profissões.


Porém, a sociedade como um todo ainda tem muito a avançar quando se trata de discriminação em relação às mulheres no ambiente de trabalho.


Dados da pesquisa “Viver em São Paulo”, de 2018, realizada pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, revelaram que duas em cada dez mulheres sofreram preconceito ou discriminação em seus empregos, por serem mulheres.


Um estudo da revista Marie Claire e da organização Everywoman, realizado com cerca de 3 mil mulheres de 18 a 55 anos, do Reino Unido, apontou que 46% das entrevistadas sofreram sexismo (preconceito contra o sexo feminino) em seus locais de trabalho e 44% afirmaram que colegas homens já fizeram comentários inapropriados sobre sua aparência.


Frequentemente assistimos, muitas vezes passivamente, atitudes e gestos machistas sendo direcionados às mulheres, que caracterizam discriminação ou violência psicológica, sejam nos relacionamentos familiares e sociais, no trânsito ou no ambiente corporativo.


Por questões culturais, essas condutas são ainda, de uma certa forma ‘naturalizadas’, até mesmo despretensiosas, mas que não deixam de causar desconforto e constrangimento às mulheres e que podem gerar sofrimento emocional.


Trazendo essa reflexão para o ambiente corporativo, é importante refletir sobre como as mulheres devem e gostariam de ser tratadas para que elas se sintam respeitadas, confiantes e confortáveis em seus papéis!


Vale destacar algumas situações que acontecem no dia a dia, e que, talvez, muita gente ainda não se deu conta de que não são adequadas.

Se em algum momento você já disse para uma mulher coisas do tipo: “Você está de TPM?”; “Parece que você está sempre de mau humor!”; “Calma, foi só uma brincadeira”; “Você está louca?” – saiba que, provavelmente, você a fez sofrer, pois essa atitude aparentemente inofensiva é classificada como ‘abuso emocional’ e tem até um termo em inglês para defini-la: Gaslighitng.


Vamos um pouquinho além nesta reflexão...


Como você se sentiria se estivesse em uma reunião de trabalho, na qual todos fossem convidados a expor suas ideias a respeito de um determinado projeto e, ao chegar a sua hora de falar, você fosse interrompido diversas vezes, prejudicando sua linha de raciocínio?


Você sabia que isso ocorre frequentemente com as mulheres e que são os homens que fazem essas interrupções de forma desrespeitosa a ponto de intimidá-las a retirarem seus espaços de fala? Esse comportamento também tem um nome: Manterrupting.


Imagine ainda, como você se sentiria se, numa pausa para o café com os colegas do time, rolasse um bate-papo interessante e alguém ficasse tentando te explicar o óbvio, como se você não fosse capaz de entender o que está sendo discutido?


Essa atitude que ‘silencia’ a mulher, ou Mansplaining (homem explicando, em uma tradução literal), também ocorre com frequência, principalmente nos ambientes de trabalho.


Sabemos que esses comportamentos já arraigados, frutos de uma tradicional sociedade machista, não acabam do dia para a noite. Mas podemos fazer a nossa parte para desconstruir esse “Mindset”, a partir de reflexões contínuas.


Os homens precisam tomar consciência de que o mundo mudou, evoluiu e que certos comportamentos em relação às mulheres não são mais admitidos, como os exemplos citados acima ou as velhas piadinhas sexistas (discurso que se baseia no preconceito e na discriminação sexual) a respeito do corpo feminino.


Nesse contexto, as empresas têm um importante papel no sentido de promover a equidade de gêneros em sua cultura e realidade, proporcionando oportunidades iguais para a carreira de todas as pessoas, independentemente se são homens ou mulheres.


E todos nós, como cidadãos, também devemos fazer a nossa parte, nos conscientizando e buscando atitudes proativas rumo à equidade de gênero.


Se você se identificou com algumas das situações descritas nesse texto, sendo homem ou mulher, é porque essa conversa fez sentido e já é um primeiro passo para a transformação.


Agora, que tal pensar no que você pode fazer efetivamente para que mais mulheres se tornem protagonistas de suas carreiras e suas vidas?


Fica aqui o convite para essa reflexão!


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