Violência Doméstica – As empresas podem e devem ajudar


Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência doméstica aumentou 44,9% neste período de distanciamento social, em que as vítimas são obrigadas a conviver em casa com seus próprios agressores.

Se as estatísticas da violência contra as mulheres já eram alarmantes – a cada duas horas uma mulher é vítima de feminicídio –, o quadro tem se agravado com a pandemia, pois a casa definitivamente não é o lugar mais seguro para essas mulheres e não há para onde correr.

Um problema que diz respeito a toda a sociedade e, por que não, também às empresas e organizações – uma pesquisa realizada em março deste ano com 359 corporações pela consultoria Betânia Tanure Associados (BTA) apontou que 60% das companhias estão com seus colaboradores trabalhando remotamente.

A Psicóloga e especialista em Saúde Mental do Trabalhador Fátima Macedo, enfatiza que as empresas têm uma função profilática no enfrentamento à violência contra as mulheres nesta pandemia. “Neste cenário tão paralisante, as instituições jurídicas não só podem, como devem ter um papel fundamental no processo de sensibilização e orientação para a denúncia, acolhimento e apoio à funcionária”, diz a profissional.

Fátima Macedo é CEO da Mental Clean, empresa especializada em Saúde Mental do Trabalhador que está à frente do Canal da Mulher implantado no Magazine Luiza e em outras organizações que investem nesse cuidado com suas colaboradoras, oferecendo programas estruturados para o acolhimento, apoio e orientação à mulher, como também, o incentivo à denúncia de ocorrências de violência.

Segundo a Psicóloga, geralmente, a mulher tem dificuldade em identificar uma situação de risco e exemplifica porque é difícil pedir ajuda. Os motivos são os mais diversos e o principal é o medo. “As mulheres vítimas de violência sofrem caladas, pois têm medo de não conseguir sustentar os filhos sozinhas, há uma dependência financeira e emocional em relação ao seu companheiro agressor”, explica Fátima.

É preciso que todos estejam muito atentos, pois nem sempre os vizinhos conseguem perceber uma circunstância de violência, já que não são só brigas de casais que denunciam uma agressão. “Em diversas ocorrências de feminicídios assistimos a depoimentos de moradores próximos surpresos, relatando que o algoz parecia ser um homem bom, que o casal era tranquilo ou que não escutaram nada”, alerta a especialista da Mental Clean.

Como buscar ajuda?

De acordo com o Instituto Maria da Penha, as mulheres devem procurar, em primeiro lugar, um Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRM) em sua cidade, onde é possível obter informações sobre a Lei Maria da Penha e de como romper o ciclo da violência.

Porém, em tempos de distanciamento social, o mais recomendado é acionar o “Ligue 180”, um serviço disponibilizado pelo Governo Federal, que funciona 24 horas por dia. Por meio desse canal, a mulher pode saber onde existe um Centro de Referência de Atendimento à Mulher ou uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

Como as empresas podem ajudar?

Em razão do trabalho remoto, as empresas estão mais próximas da realidade em que suas colaboradoras estão inseridas e assim podem contribuir para que elas consigam avaliar qual é o nível de perigo a que estão expostas.

“As empresas podem atuar na prevenção do risco, estabelecendo uma relação de confiança com suas funcionárias, possibilitando que elas encontrem caminhos para buscar ajuda. E isso é algo que todas podem e devem fazer, principalmente em um momento como esse”, ressalta Fátima Macedo.

Para auxiliar as companhias a implantar ações de enfrentamento à violência contra a mulher, a Mental Clean criou um Programa específico para prestar acompanhamento especializado e completo às mulheres que estejam vivendo esse drama.

O objetivo é contribuir para que as mulheres saiam do ciclo da violência e auxiliá-las na resolução de problemas com integridade e Saúde Mental, pois em caso de violência, é possível ajudá-las a fazer uma denúncia, um boletim de ocorrência, a conseguir uma medida protetiva e receber apoio psicológico de especialistas no tema.

Conheça mais sobre o Programa de Violência Contra a Mulher da Mental Clean voltado para empresas.

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